Calçada de Borracha

|

por Rodolfo Ori, em 29 de abril de 2013 em arquitetura, reutilização, sustentabilidade com 4 comentários

 

A garrafa quica e não quebra. Os pés sentem a diferença: o chão está mais macio. A prefeitura de Washington está instalando calçadas de borracha na cidade. Investiu US$ 60 mil nos últimos oito meses. Se o projeto-piloto continuar a dar certo, vai tomar conta da capital americana.

A cidade das árvores, como é conhecida nos Estados Unidos, está cuidando com carinho do título, trocando o cimento pelo piso emborrachado em torno das árvores, para proteger as raízes e acabar com as calçadas quebradas.

Post Calçada de Barracha - imagem 2

O cimento não permite que o ar e a água passem para o solo. Por isso, as raízes crescem para cima, em busca de alimento, e acabam empurrando e quebrando a calçada. Todo ano, a prefeitura tem que trocar blocos inteiros, quebrar o cimento e refazer tudo. Somente com os consertos, gasta cerca de US$ 5 milhões anualmente e ainda tem que se defender de processos na Justiça, porque as pessoas tropeçam, se machucam e exigem indenização.

Entre as placas de borracha, existe espaço suficiente para permitir a passagem de ar e de água. Como elas são maleáveis, também se adaptam à movimentação das raízes. O engenheiro da prefeitura Wasi Khan acrescenta outra vantagem do projeto: as placas são feitas de pneus reciclados, material que ocupa os depósitos de lixo e preocupa as autoridades.

Post Calçada de Barracha - imagem 1

Cada placa, que amortece a caminhada, significa um pneu de borracha a menos nos lixões. Mas o preço ainda é um problema. O revestimento novo custa três vezes mais do que o antigo. A vantagem virá a longo prazo. A calçada deve durar o triplo do tempo.

A instalação das placas de borracha é super-rápida, porque elas se encaixam umas nas outras com pinos que vão em orifícios. Além do mais, é um trabalho simples, porque elas são bem mais leves do que qualquer material de concreto.

Elas também são reversíveis e não queimam com pontas de cigarro. Vantagens econômicas e ecológicas à parte, uma moradora que testou a novidade diz que as árvores estão levando vantagem. Ela gostaria que a calçada inteira fosse mais macia.

Post Calçada de Barracha - imagem 3

Nos Estados Unidos, 86% dos pneus velhos são reciclados fazendo calçadas ou asfalto. Uma tecnologia que está dando os primeiros passos no Brasil. Cada quilômetro de estrada pavimentado com asfalto de borracha pode significar até 7 mil pneus a menos nos lixões.

Matéria do Globo Repórter

Rodolfo Ori
rodolfo_ori  
rodolfo.ori@terra.com.br

Rodolfo foi vendedor por mais de doze anos na área de bens de consumo e há alguns meses resolveu que poderia contribuir mais para ajudar na conscientização das pessoas em fazer um consumo consciente. É colaborador em algumas peças gráficas do Ciclopak e roteirista e escritor nas horas vagas.

Gostou? Compartilhe essa ideia!

 

Lâmpada de PET

|

por Marina Brandao, em 8 de novembro de 2012 em arquitetura, iluminação, sustentabilidade com nenhum comentário

Que a garrafa PET está sendo utilizada como ferramenta para sistema de iluminação não é nenhuma novidade, mas o interessante disto é que a “nova lâmpada” está sendo cada vez mais difundida e aproveitada nos mais diversos tipos de utilização.

A iluminação natural com PET capta a luz solar e a distribui homogeneamente no ambiente interno através da refração da água contida nas garrafas. Esta é uma criativa invenção do mecânico mineiro Alfredo Mosart, que temendo ficar sem luz em dias de apagão fez esta solução simples e barata de iluminar cômodos durante o dia, sem precisar da energia elétrica.

O legal é que esta ideia tem proporcionado ajudar a vida de pessoas que vivem, muitas vezes, em situações precárias. Infelizmente essa é uma realidade do nosso país e por isso mesmo esta solução já vem sendo adotada em comunidades como, por exemplo, a da Vila Nova Esperança, em São Paulo.

Em setembro deste ano o Projeto Ciclopak acompanhou a ONG TETO em uma de suas ações e viu de perto as chamadas “EcoHouses” receberem este sistema de iluminação. As “lâmpadas de PET” proporcionaram um maior aproveitamento de luz nas casas reformadas, afinal a intensidade de cada montagem pode chegar a equivalência da potencia de uma lâmpada de 40 a 60W.

É também uma ótima maneira de economizar energia elétrica, já que evita o acionamento de lâmpadas durante o dia e com isso o meio ambiente agradece.

A “receita” é bem fácil de ser reproduzida: garrafa PET limpa + água + 02 tampinhas de água sanitária + proteção para tampinha. É importante também fazer uma boa vedação ao redor da garrafa para que não ocorram vazamentos em dias de chuva.

Exemplo prático que se pode reutilizar materiais de maneira útil, com simplicidade e criatividade.

Marina Brandão
 
marina@mbiluminacao.com.br
Formada em Arquitetura e Urbanismo, me especializei na matéria que mais me desperta curiosidade … iluminação. Atualmente dedico a maior parte do meu tempo no desenvolvimento de projetos de iluminação, mas além disso sou apaixonada por qualquer assunto relacionado a arte. Cores, texturas, fotografia, design e novas perspectivas me encantam … então volta e meia me arrisco num “faça você mesmo”. Aqui no Projeto Ciclopak mostrarei que arquitetura e iluminação podem ser grandes aliados para a construção de um mundo melhor.

Gostou? Compartilhe essa ideia!

Horta de plástico

|

por Victor Toush, em 1 de novembro de 2012 em arquitetura, design, inovação, sustentabilidade com nenhum comentário

A Great Crate, é uma instalação de arte encomendado para o festival Art & About, na cidade de Sydney na Austrália. Trata-se de uma grande estrutura cubica com 10 metros de altura construída com 256 pallets plásticos.

Desenvolvida em conjundo por grandes estúdios de criação, arquitetura e design, a estrutura forma uma grande horta comunitária desmontável. Com a colaboração de todos os envolvidos na construção e da comunidade em geral, a Great Crade chegou a produzir 25.000 plantas comestíveis, que foram doadas aos moradores da região, incentivando que cada um começasse a sua própria horta em casa.

Confira, no vídeo abaixo, a escultura tomando forma:

Uma solução inteligente e inovadora que cairia muito bem por aqui.
E você já começou a sua horta em casa? Se você já tem uma, envie uma foto pra gente. Vamos incentivar o consumo consciente!

Victor Toush
    
victor@ciclopak.com.br
Victor é designer por formação e empreendedor por opção. Após se formar em 2009, perambulou entre agencias de publicidade como diretor de arte e realizou diversos trabalhos como freelancer principalmente na área de branding e manipulação de imagens. Com o Projeto Ciclopak, no qual é um dos fundadores e grande entusiasta, envolveu-se na área de gestão cultural e com projetos socioambientais. Atualmente cuida do planejamento estratégico e da concepção visual do projeto, além de tocar seu escritório de design gráfico nas horas vagas.

Gostou? Compartilhe essa ideia!

Folha gigante coleta água da chuva

|

por Victor Toush, em 22 de agosto de 2012 em arquitetura, reutilização com 18 comentários

Com retalhos de madeira reaproveitados, o empresário, designer de produto, cientista social e fotógrafo inglês Drew Withington inspirou-se no design da natureza e desenvolveu um coletor de água da chuva na forma de uma folha gigante.

 

Drew batizou misticamente sua criação de “Elf Shelter” que, traduzindo, seria algo como abrigo para elfos já que, segundo a lenda, os seres mitológicos gostam de se abrigar nas folhas das florestas durante a chuva.

Além dos retalhos de mateira reaproveitados, o “Elf Shelter” utiliza algumas partes com madeira e plástico reciclados em sua estrutura. Um projeto eficiente, bonito, sustentável e que ainda pode (por que não?) servir de abrigo para alguns elfos em uma tempestade.

Victor Toush
    
victor@ciclopak.com.br
Victor é designer por formação e empreendedor por opção. Após se formar em 2009, perambulou entre agencias de publicidade como diretor de arte e realizou diversos trabalhos como freelancer principalmente na área de branding e manipulação de imagens. Com o Projeto Ciclopak, no qual é um dos fundadores e grande entusiasta, envolveu-se na área de gestão cultural e com projetos socioambientais. Atualmente cuida do planejamento estratégico e da concepção visual do projeto, além de tocar seu escritório de design gráfico nas horas vagas.

Gostou? Compartilhe essa ideia!

 

parceiros:





apoio:

sobre

Somos uma iniciativa cultural, que propõe a discussão e fomentação da reutilização de materiais explorando as mais diversas áreas criativas do conhecimento por um mundo mais bonito e mais sustentável.

Faça parte desse ciclo!

faça parte

O Projeto Ciclopak é um projeto independente e sem fins lucrativos. Você é fundamental para que essa ideia continue. Buscamos pessoas para colaborar em diversas áreas do projeto e parcerias com empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Entre em contato e saiba mais: contato@ciclopak.com.br