O lixo que fala

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por Karollyne Morais, em 29 de novembro de 2013 em arte, cultura, reutilização, upcycling com 34 comentários

Quando pousei os olhos sobre as peças do artista plástico e designer gráfico Marcelo Caparroz, foi como ler uma poesia. Me identifiquei tanto que estou escrevendo este post em primeira pessoa. Seu trabalho é de uma profundidade de significados que fala por si só. Ele mistura upcycling, fotografia e poesia, resultando em arte pura.

PORTA TRECOS DUPLO

Marcelo tem 46 anos, é de Porto Alegre mas mora em São Paulo. Em entrevista, revelou que desde muito jovem, sempre se sentiu atraído pela natureza e suas belezas. Com o tempo, foi se dando conta de como os lugares onde fazia acampamentos e trilhas estavam aos poucos sendo degradados pelo descuido e pelo lixo. Em 1997, começou a reaproveitar o próprio lixo em casa, como uma espécie de terapia, mas só dez anos depois publicou suas peças através do blog Segundo Erre. O nome do blog dialoga com a proposta da Agenda 21, os 3R’s (reduzir, reaproveitar e reciclar).

Mesmo muito tempo depois, as pessoas ainda confundem o significado de cada R. Reduzir é diminuir o consumo, consumir melhor e de forma inteligente sem desperdícios. Reciclar é quando um resíduo volta ao ciclo com a mesma função que tinha originalmente. Nesse caso, pode sofrer processamento físico e químico, como por exemplo, as garrafas PET. Passam por uma série de etapas até se tornarem plástico útil novamente. Quando você Reaproveita, você mantém as características do resíduo, mas confere a ele um valor maior. Não entendeu ainda? Olha as peças do Marcelo, ele agregou valor, e o que era lixo, agora é arte:

PANELA DE LUZ RELÓGIOS QUEBRADOS

BANQUETA DE DEDOS

O mais interessante do trabalho dele, é a mensagem que ele transmite. O objetivo, como ele próprio descreve, é incentivar as pessoas a praticarem os 3R’s.

Se você também prestigia pessoas que buscam fazer a diferença e acredita no potencial de artistas como o Marcelo, compartilhe. Ele está em busca de parcerias para realização de palestras, cursos e a exposição das suas peças. Lá no blog dele tem muito mais fotos para ver, confira aqui.

 

Karollyne Morais
karollyne-morais_ciclopak  
karol.s.morais@gmail.com

Idealizadora do Projeto Casa UpCycling, que nasceu da necessidade de expor as possibilidades infinitas de transformação daquilo que a maioria de nós joga no lixo. Usando a criatividade como ferramenta para dar a oportunidade a matéria-prima de qualidade de retornar ao ciclo. Mas acima de tudo, tem o objetivo de inspirar outras mentes inovadoras a uma postura de consumo e vida sustentável.

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Cine na Vila

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por Lucas Araujo, em 11 de novembro de 2013 em cultura, social com nenhum comentário

O cinema é um sonho antigo na Vila Nova Esperança, mas foi no final de outubro deste ano que decidimos que ele se tornaria realidade !

De início eram poucos moradores envolvidos no projeto, pois muitos não imaginavam que poderia dar certo. Fizemos então o plano de ação, a pesquisa de preço, e no momento da captação de recursos, conseguimos a doação dos equipamentos com o Dep. Federal Carlos Zarattini. Com o material necessário em mãos (projetor, tela mapa, nobreak, 100m de tnt azul escuro, 30m de varal e 12 parafusos de argolas), a colaboração foi total na comunidade, a adaptação da associação de moradores aconteceu em apenas 2 horas !

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O filme de estréia foi uma compilação de vídeos disponíveis no youtube que retratam a história da Vila, seu contexto político e luta da comunidade contra interesses econômicos e imobiliários pelo local.

A inauguração ocorreu no domingo, dia 03/11, com mais de 50 pessoas (sendo que muitas delas estavam em um cinema pela primeira vez). Mais do que acesso à cultura, este evento proporcionou união entre os moradores, empoderamento para novos projetos e maior identidade com sua história, uma vez que temos uma geração inteira que nasceu na Vila Nova Esperança.

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Esperamos que seja um impulso para novas conquistas e que este espaço seja utilizado para filmes, debates e atividades colaborativas.

 

Lucas Araujo
 
lucas@ciclopak.com.br
Lucas é um empreendedor nato. Formado em Ciências Atuariais, sempre buscou criar negócios e empreender socialmente com o mesmo desempenho e qualidade que acompanhou no setor privado. Trabalhava com artesanato em crochê antes de ingressar no mercado de seguros em 2007. Atualmente trabalha como voluntário na ONG TETO e ativista em causas comunitárias e sociais.

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Projeto Cinemão

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por Rafael Art, em 2 de abril de 2013 em cultura com nenhum comentário

Um carro com projetor de imagem, telão, sistema de som, megafone, cadeiras e pipoqueira, isto é projeto Cinemão, Veículo de Ocupação Tática da Cultura, que vai exibir gratuitamente filmes brasileiros em áreas de ocupação do Rio de Janeiro, a partir desse ano.

Cid César Augusto, autor do projeto, conta que teve a ideia em novembro de 2010, depois da tomada do Complexo do Alemão. “É possível outro modelo de ocupação territorial desses espaços públicos. O cinema é minha ferramenta de trabalho. Acredito cegamente no poder transformador da cultura, arma mais poderosa que o fuzil. E o Cinemão é, em si,um ato político da sociedade e do cinema brasileiro.”

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A primeira sessão foi na Vila Olímpica Gamboa, no Morro da Providência, com o filme ‘A batalha do passinho: os muleque são sinistro”, longa metragem vencedor da mostra novos rumos do Festival do Rio 2012. Em seguida, houve debate com o diretor e personagens do documentário, além de integrantes da agenda do Fórum Social Contra o Extermínio da Juventude Negra.

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O Cinemão deve promover ao longo deste ano 288 sessões gratuitas de cinema, sempre nos fins de semana, seguidas de debate com os realizadores e a comunidade local. O projeto atingirá mais de 150 mil pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.

O projeto conta com o apoio institucional do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), da Epson, da UPP Social e do Instituto Pereira Passos (IPP), e é patrocinado pelo Ministério da Cultura, Banco Itaú e Cirúrgica Fernandes. As produtoras responsáveis pela iniciativa são a Carioca Filmes e a Maranduva Filmes.

O Cinemão possui ainda uma extensa lista de simpatizantes, como o cineasta Walter Salles, o apresentador Danilo Gentili e os atores Bruno Gagliasso, Paola Oliveira e Matheus Nachtergaele, entre outros.

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Para ver vídeo com o testemunho de diversas personalidades sobre o projeto, clique aqui.

Para ver vídeos sobre o Cinemão, clique aqui.

Rafael Art

rafael_art 
rafael@agorasustentabilidade.com.br
Rafael Art, 28 anos, residente em São Paulo (SP), formado em administração de empresas com ênfase em marketing social onde estudou sobre a influência do marketing social no desenvolvimento sustentável na PUC-SP e pós graduando em Mídias Digitais, Terceiro Setor, e Sustentabilidade na USP (Universidade de São Paulo). Durante toda a sua juventude atuou em projetos voluntários voltados à sócio-educação. Atua em diversos nichos de mercado, sempre com o foco da sustentabilidade, é o diretor-fundador do portal de conteúdo Agora Sustentabilidade e colunista no portal Conexão Cultural. Coordenou a pesquisa sobre a cronologia mundial ambiental no Brasil em parceria com o  Insituto Hosei para Sustentabilidade Pesquisa e Educação – Japão. Profissional autônomo, ministra palestras e cursos sobre a sustentabilidade.

 

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Papel do Quintal

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por equipe ciclopak, em 28 de janeiro de 2013 em arte, ciclopak, cultura, sustentabilidade com nenhum comentário

Nesse Verão, a equipe Ciclopak cai na estrada para divulgar a reutilização de materiais e conhecer outras iniciativas focadas em um mundo melhor e mais criativo pela orla do litoral norte de São Paulo e, em breve, em Paraty – RJ.

No último final de semana, estivemos em Boiçucanga – São Sebastião e conhecemos a Papel do Quintal.

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Formada pela união de duas artesãs, Carmem e Leila Prado, que desde 2002 pesquisam, desenvolvem e produzem papéis e artigos de papelaria com fibras naturais do entorno da Mata Atlântica, a Papel do Quintal é uma aconchegante loja localizada a poucos metros da praia. Em seus trabalhos, elas buscam sempre difundir este conhecimento, respeitando o indivíduo, a sociedade e o meio ambiente.

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Carmem, que tem MBA em gestão de negócios sustentáveis, nos recebeu muito bem e nos apresentou o trabalho desenvolvido pela loja, que tem sua própria oficina estrategicamente localizada na beira da mata atlântica, contando com uma grande variedade de papéis feitos com fibras naturais de aparas de podas de arvores tradicionais na região, além de toda a gama de produtos de papelaria e os cursos, oficinas, workshops de produção de papéis reciclados e de fibras desenvolvidos e oferecidos por eles.

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A galera do Projeto Ciclopak aproveitou muito a visita, conhecendo o trabalho das artesãs e discutindo soluções para um mundo mais bonito e mais sustentável. Sem contar o trabalho incrível do Cassio e da Raquel, fotógrafos oficiais da excursão, que aproveitaram para fazer belos cliques.

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Para quem quiser conhecer, a Papel do Quintal fica em Boiçucanga, São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Para quem está longe, vale a pena visitar o site e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pela Carmem e pela Leila.

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