Água nossa de cada dia – Dia Mundial da Água

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por Rafael Art, em 22 de março de 2013 em sustentabilidade com nenhum comentário

Dois  hidrogênio mais um oxigênio. Combinação fundamental para nossa vida que varia entre 2 e 4 litros de água diária que deveríamos ingerir. Centenas de milhares carecem dessa necessidade básica, digo centenas pois o número exato é complicado achar. Um dos infográficos fala em 300 milhões, outras fonte 800 milhões. Contudo encontramos as seguintes informações no site Water Aid (dados de 2012):

783 milhões de pessoas vivem sem acesso à água limpa, aproximadamente 11% da população mundial (WHO/UNICEF);

2.5 bilhões de pessoas vivem sem condições sanitárias adequadas, por volta de 35% da população mundial (WHO/UNICEF);

1.4 milhão de crianças morrem todo ano de diarréia, por causa de água suja e péssimas condições sanitárias – Isso corresponde a 4,000 crianças mortas por ano, ou uma a cada 20 segundos. (WHO/WaterAid).

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Com essas informações, nada mais justo que algumas dicas de como (tentar) economizar:

– Faça xixi no banho. Isso é uma campanha que inclusive já contou a participação da Gisele Bündchen (pra você que faz o que “eles” fazem, ta ai um bom argumento);

– Escove os dentes de torneira fechada. Deixe seu nojinho de lado;

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– NÃO lave calçadas com mangueira. Se quiser fazer isso, já que agiliza a limpeza, use água de re-uso. Não tem como fazer isso? Pano, balde, rodo, braço, vassoura e manda ver! Tire a sujeira da calçada com a vassoura e depois utilize o balde de 10litros. A limpeza é mesma daquelas “vassourinha hidráulica” que, por 15 minutos, desperdiça 280 litros de água;

– Observe se sua privada, não está “roubando” a água. Se o nível estiver estranho chame o encanador;

– Tente reaproveitar a água da chuva;

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– Já é possível ter uma privada com duas opções. Uma para sólidos (mais água), outra para o líquidos (obviamente, menos água);

– Use a máquina de lavar roupas só quando estiver cheia;

– O mesmo vale para a máquina de lavar louça.

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Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água. Poderia ser  outro qualquer dos 365, mas, provável que, os outros dias já estejam ocupados com algum outro lembrete para aguçarmos nossa consciência e percepção sobre alguma coisa que deixamos de notar pela correria que nos submetemos no nosso dia-a-dia.

Rafael Art

rafael_art 
rafael@agorasustentabilidade.com.br
Rafael Art, 28 anos, residente em São Paulo (SP), formado em administração de empresas com ênfase em marketing social onde estudou sobre a influência do marketing social no desenvolvimento sustentável na PUC-SP e pós graduando em Mídias Digitais, Terceiro Setor, e Sustentabilidade na USP (Universidade de São Paulo). Durante toda a sua juventude atuou em projetos voluntários voltados à sócio-educação. Atua em diversos nichos de mercado, sempre com o foco da sustentabilidade, é o diretor-fundador do portal de conteúdo Agora Sustentabilidade e colunista no portal Conexão Cultural. Coordenou a pesquisa sobre a cronologia mundial ambiental no Brasil em parceria com o  Insituto Hosei para Sustentabilidade Pesquisa e Educação – Japão. Profissional autônomo, ministra palestras e cursos sobre a sustentabilidade.

 

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Lixo Hightech

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por Rodolfo Ori, em 1 de fevereiro de 2013 em sustentabilidade com nenhum comentário

Há muito tempo via-se uma quantidade grande de latas, garrafas de vidro e papelões nos lixões. Esses itens são cada vez mais difíceis de achar, pois a reciclagem desses materiais se tornou popular (e rentável).

Um tipo de lixo que cresce aceleradamente nos dias atuais é o lixo eletrônico e, assim como o papel, vidro e metal, já tem gente descobrindo negócios novos a partir de sua reciclagem.

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O trabalho começa com a logística reversa do material eletrônico, isto é, a coleta desse material por cooperativas e empresas especializadas diretamente nos locais onde o material eletrônico se encontra. Empresas especializadas já cobram o serviço de coleta (logística reversa) e dão um fim adequado as partes e componentes eletrônicos.

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Além de partes mais comum para a reciclagem, como o ferro e plástico, placas de memória e processadores também podem ser aproveitados, inclusive na fabricação caseira de novos computadores.

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Junto com o ferro, plástico e placas retiram-se do lixo comum substâncias poluentes como manganês, zinco e cloreto de amônia de equipamentos obsoletos. Essas substâncias podem ser utilizadas na produção de outros produtos. São materiais muitos pesados que, se não tiverem à destinação adequada, contaminam o meio ambiente, principalmente o lençol freático. Uma TV antiga (de tubo) possui em seu interior cádmio, chumbo e mercúrio, metais que poluem e contaminam facilmente.

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Empresas de consultoria, como o SEBRAE, já possuem conhecimento no assunto e poderão ajudar nos primeiros passos desse negócio, que só tende a crescer nos próximos anos.

Rodolfo Ori
rodolfo_ori 
rodolfo.ori@terra.com.br

Rodolfo foi vendedor por mais de doze anos na área de bens de consumo e há alguns meses resolveu que poderia contribuir mais para ajudar na conscientização das pessoas em fazer um consumo consciente. É colaborador em algumas peças gráficas do Ciclopak e roteirista e escritor nas horas vagas.

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Papel do Quintal

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por equipe ciclopak, em 28 de janeiro de 2013 em arte, ciclopak, cultura, sustentabilidade com nenhum comentário

Nesse Verão, a equipe Ciclopak cai na estrada para divulgar a reutilização de materiais e conhecer outras iniciativas focadas em um mundo melhor e mais criativo pela orla do litoral norte de São Paulo e, em breve, em Paraty – RJ.

No último final de semana, estivemos em Boiçucanga – São Sebastião e conhecemos a Papel do Quintal.

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Formada pela união de duas artesãs, Carmem e Leila Prado, que desde 2002 pesquisam, desenvolvem e produzem papéis e artigos de papelaria com fibras naturais do entorno da Mata Atlântica, a Papel do Quintal é uma aconchegante loja localizada a poucos metros da praia. Em seus trabalhos, elas buscam sempre difundir este conhecimento, respeitando o indivíduo, a sociedade e o meio ambiente.

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Carmem, que tem MBA em gestão de negócios sustentáveis, nos recebeu muito bem e nos apresentou o trabalho desenvolvido pela loja, que tem sua própria oficina estrategicamente localizada na beira da mata atlântica, contando com uma grande variedade de papéis feitos com fibras naturais de aparas de podas de arvores tradicionais na região, além de toda a gama de produtos de papelaria e os cursos, oficinas, workshops de produção de papéis reciclados e de fibras desenvolvidos e oferecidos por eles.

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A galera do Projeto Ciclopak aproveitou muito a visita, conhecendo o trabalho das artesãs e discutindo soluções para um mundo mais bonito e mais sustentável. Sem contar o trabalho incrível do Cassio e da Raquel, fotógrafos oficiais da excursão, que aproveitaram para fazer belos cliques.

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Para quem quiser conhecer, a Papel do Quintal fica em Boiçucanga, São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Para quem está longe, vale a pena visitar o site e conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pela Carmem e pela Leila.

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Lâmpada de PET

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por Marina Brandao, em 8 de novembro de 2012 em arquitetura, iluminação, sustentabilidade com nenhum comentário

Que a garrafa PET está sendo utilizada como ferramenta para sistema de iluminação não é nenhuma novidade, mas o interessante disto é que a “nova lâmpada” está sendo cada vez mais difundida e aproveitada nos mais diversos tipos de utilização.

A iluminação natural com PET capta a luz solar e a distribui homogeneamente no ambiente interno através da refração da água contida nas garrafas. Esta é uma criativa invenção do mecânico mineiro Alfredo Mosart, que temendo ficar sem luz em dias de apagão fez esta solução simples e barata de iluminar cômodos durante o dia, sem precisar da energia elétrica.

O legal é que esta ideia tem proporcionado ajudar a vida de pessoas que vivem, muitas vezes, em situações precárias. Infelizmente essa é uma realidade do nosso país e por isso mesmo esta solução já vem sendo adotada em comunidades como, por exemplo, a da Vila Nova Esperança, em São Paulo.

Em setembro deste ano o Projeto Ciclopak acompanhou a ONG TETO em uma de suas ações e viu de perto as chamadas “EcoHouses” receberem este sistema de iluminação. As “lâmpadas de PET” proporcionaram um maior aproveitamento de luz nas casas reformadas, afinal a intensidade de cada montagem pode chegar a equivalência da potencia de uma lâmpada de 40 a 60W.

É também uma ótima maneira de economizar energia elétrica, já que evita o acionamento de lâmpadas durante o dia e com isso o meio ambiente agradece.

A “receita” é bem fácil de ser reproduzida: garrafa PET limpa + água + 02 tampinhas de água sanitária + proteção para tampinha. É importante também fazer uma boa vedação ao redor da garrafa para que não ocorram vazamentos em dias de chuva.

Exemplo prático que se pode reutilizar materiais de maneira útil, com simplicidade e criatividade.

Marina Brandão
 
marina@mbiluminacao.com.br
Formada em Arquitetura e Urbanismo, me especializei na matéria que mais me desperta curiosidade … iluminação. Atualmente dedico a maior parte do meu tempo no desenvolvimento de projetos de iluminação, mas além disso sou apaixonada por qualquer assunto relacionado a arte. Cores, texturas, fotografia, design e novas perspectivas me encantam … então volta e meia me arrisco num “faça você mesmo”. Aqui no Projeto Ciclopak mostrarei que arquitetura e iluminação podem ser grandes aliados para a construção de um mundo melhor.

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